BME – Portugal

 

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Ministro alemão das Finanças aplaude “saída limpa” de Portugal

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, saudou, esta segunda-feira, o anúncio do Governo português de uma ‘saída limpa’ do programa de resgate financeiro que termina a 17 de maio.

“Portugal empregou bem os últimos três anos e pôs em marcha reformas de grande amplitude. A confiança dos mercados financeiros está de volta. Portugal conseguiu, de maneira espetacular, financiar-se de novo independentemente”, afirmou Schäuble numa declaração escrita divulgada pelo seu ministério.

O ministro alemão, muitas vezes criticado por defender medidas de austeridade severa nos países em dificuldades, acrescentou que “a conclusão anunciada do programa [português] mostra, mais uma vez, que o caminho seguido pela Zona Euro é o certo”.

Ao renunciar a um programa cautelar, Lisboa segue os passos da Irlanda, que, em dezembro, se tornou o primeiro país da Zona Euro a libertar-se da tutela dos seus credores internacionais sem recorrer a uma ajuda suplementar, enquanto a Grécia continua sob ajuda financeira.

in Jornal de Notícias

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Economia na zona euro compensa na Alemanha queda em Portugal

O crescimento económico da zona euro esteve abaixo do esperado no primeiro trimestre deste ano, com a Alemanha (0,8 por cento) a liderar as subidas e a Holanda (-1,4 por cento) as derrapagens, que incluíram Estónia (-1,2 por cento) Portugal, Chipre (-0,7 por cento), Finlândia (-0,4 por cento) e Itália (-0,1 por cento).

À imagem da inflação em abril face a março, o Produto Interno Bruto (PIB) no perímetro da moeda única manteve entre janeiro e março o ritmo de crescimento do trimestre anterior de apenas 0,2 por cento por cento, contrariando as previsões de chegaria ao dobro do verificado. Na Europa, a 28, o PIB cresceu 0,3 por cento, recuando face ao valor (0,4 por cento) do último trimestre de 2013.

Com o PIB português a cair 0,7 por cento no vermelho depois da subida de 0,5 por cento do trimestre anterior, entre as quatro maiores economias da zona euro os dados dividem-se. com os alemães a servir de âncora ao bloco do euro, a economia da França estagnou e o PIB da Itália caiu mesmo no vermelho.

A Alemanha esteve em particular destaque, ultrapassando as expetativas e até dobrando o crescimento do último trimestre de 2013. O maior impulso surgiu do aumento do consumo interno e da construção, ajudados por um inverno pouco rigoroso. Só a exportações travaram um maior crescimento alemão.

Com a Espanha a registar também uma subida admirável do PIB, a economia francesa estagnou e está obrigada a reagir para atingir os objetivos de dois mil quatorze. Mas não será fácil. O consumo das famílias francesas voltou ao negativo e o investimento continua em baixa.

Tal como a França, a Itália também vinha de um envergonhado crescimento do PIB no último trimestre do ano passado, mas fez ainda pior na entrada deste ano: reentrou em recessão.

As exportações foram o calcanhar de Aquiles da recuperação económica europeia. Nesse sentido, o Banco Central Europeu está a preparar uma série de medidas que visam impulsionar o investimento das empresas e o consumo das famílias.

in euronews

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Portugueses a aprender alemão aumentaram 70%

O número de portugueses inscritos no Instituto Goethe, o principal centro de aprendizagem da língua alemã em Portugal, subiu quase 70% entre 2010 e 2012, de acordo com dados da instituição a que a Lusa teve acesso.

De acordo com os dados, no primeiro semestre de 2010 estavam inscritos 936 alunos no Instituto Goethe, número que subiu para 1582 no primeiro semestre deste ano.

O aumento de alunos, aliás, tem sido uma constante nos últimos anos neste instituto, sinalizando que a crise económica que Portugal atravessa e a necessidade de aprender uma língua para facilitar a integração num mercado de trabalho estrangeiro são dois fatores que os portugueses consideram importantes.

“Às vezes há expetativas pouco realistas sobre as pespetivas profissionais e o nível de competência linguística necessária para trabalhar num país de língua alemã”, alerta a direção do Instituto Goethe, quando comenta os dados disponibilizados à Lusa.

“Temos muitos alunos novos que, no futuro, pretendem estudar ou trabalhar na Alemanha ou na Suíça”, dois dos principais destinos da emigração nacional, acrescenta a mesma fonte, que sublinha que o próprio mercado de trabalho alemão também influencia os novos modelos de cursos, por exemplo “cursos super-intensivos para grupos profissionais específicos, como os enfermeiros”.

Entre 2011 e 2013, as taxas de crescimento do número de inscritos no Instituto com o intuito de aprender alemão subiram sempre acima dos 10%, com um pico de inscrições em 2011 e 2012, anos em que, do semestre de primavera para o semestre de outono, o número aumentou sempre acima dos 20%.

in DN Economia